Firmei teu corpo dentro dos olhos, avancei por tuas coxas repletas de segredos e prendi o ar a cada toque. Fitei teus olhos, poesias ligeiras guardadas em antigos cadernos, passei adiante, rabiscando em teu ventre a espera do movimento dos meus versos, desenterrei desculpas para fazer prosas, tua língua em minha boca e a palavra é tua.
Abracei tuas mãos como quem alonga grandes universos até gerar esse amor, trazendo doçura, beijos e poemas, ali, teus pêlos como ímãs juntam-se aos meus, os contornos do teu corpo gravados em minhas notas por mero acaso.
Tua boca fez-se espelho transbordando em novos beijos. E as mãos entrelaçadas em nossa certeza.
Enquanto dormia, te amei com todos versos possíveis, repousei minhas letras e flores na nudez de teu corpo e te amei ainda mais, dedilhei este amor em trilhos soltos e em acrobacias de uma felicidade que viaja por todos os caminhos da tua nuca suada.
Teu rosto sereno cintilante em um sorriso semi aberto e eu a te achar linda como a um caminho único.
Tive vontade de emoldurar a expressão do teu rosto enquanto burlava os pecados da tua pele.
Nosso lugar de origem é aquele em que não sabemos aonde começam os gemidos e a febre, eles costuram-se entre si como foliões atrevidos que invadem lençóis e todos instantes de nossas veias. Porque te amar é sinônimo de sátira, folhas pra cima, sexo esguio, entrega em cacos de vidro, mão na mão, mãos na boca, mãos nas curvas da cintura, mãos nos seios, mãos dadas e a desculpa pra nossos delírios. Te amar queima no ar, implode os sentidos, cresce e me sabota a cada dia, deixa a boca seca quando longe, umedece os lábios quando pousas em mim.
E assim, vou constatando a cada beijo, a cada contato um misto de leitura inédita dos espaços preenchidos em nós, e eu preciso de você para atravessar praças públicas e dizer a que viemos, definir nosso lugar por entre as escadas de nosso livramento.
Amar você hoje impulsiona meus pés de encontro ao início de nossa loucura.
domingo, 11 de abril de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
A Louca e a Farpa
E você já não pode imaginar os limites das palavras de minhas esquinas. Elas pertencem à respiração de meu corpo estranho numa combinação de ventos disparados e ruídos de goles de vinho em teus ouvidos cheios de mundos e anseios. Tampouco, poderia eu adivinhar a tinta de teus desenhos, ali mora um limite, como se fosse teu país de rotas e frutas perdidas.
Não preciso de voz ou ouvidos para entender teu grito. E é com teu jeito que meu corpo tomba, travando em teus olhos um mosaico de vontades atentas.
Então, te aceno um poema de palavras soltas para cada uma entrar por dentro de teus pêlos, invadindo braços, pernas e nuca, como se assim, eu pudesse furtar o desejo de escorrer a essência de teu perfume.
Tola, recorto em teu corpo a sensibilidade desta ternura e carrego minha forma de dizer as coisas até saber que nome isso tem. Talvez, você tenha permitido a veracidade desta passagem que agora, sussurra teu nome calmamente. Uma gestação de certezas que deslizam minhas coxas em tua alma. Um eco em meus cílios para teu milagre de luz e som.
Às vezes penso, que daqui a diante seremos a louca e a farpa sangrando até o final com um sorriso para calar o espaço inútil dos que não conhecem nossos braços entrelaçados.
Em volta, as pessoas são pálidas, cobrindo de ignorância a felicidade e nós, deslocamos a perplexidade das repercussões que nos lançam.
Insanamente, esta é nossa realidade. E eu já não sei abrir mão desse desejo e gostar intenso, ainda que ninguém nos escute, bastando que saibamos que cresce como um grito por dentro dos corredores, caindo por cima de todas as carnes, desnudando o mundo que costura nossa pele.
Tudo se cala porque nosso carinho completa a voz.
Não preciso de voz ou ouvidos para entender teu grito. E é com teu jeito que meu corpo tomba, travando em teus olhos um mosaico de vontades atentas.
Então, te aceno um poema de palavras soltas para cada uma entrar por dentro de teus pêlos, invadindo braços, pernas e nuca, como se assim, eu pudesse furtar o desejo de escorrer a essência de teu perfume.
Tola, recorto em teu corpo a sensibilidade desta ternura e carrego minha forma de dizer as coisas até saber que nome isso tem. Talvez, você tenha permitido a veracidade desta passagem que agora, sussurra teu nome calmamente. Uma gestação de certezas que deslizam minhas coxas em tua alma. Um eco em meus cílios para teu milagre de luz e som.
Às vezes penso, que daqui a diante seremos a louca e a farpa sangrando até o final com um sorriso para calar o espaço inútil dos que não conhecem nossos braços entrelaçados.
Em volta, as pessoas são pálidas, cobrindo de ignorância a felicidade e nós, deslocamos a perplexidade das repercussões que nos lançam.
Insanamente, esta é nossa realidade. E eu já não sei abrir mão desse desejo e gostar intenso, ainda que ninguém nos escute, bastando que saibamos que cresce como um grito por dentro dos corredores, caindo por cima de todas as carnes, desnudando o mundo que costura nossa pele.
Tudo se cala porque nosso carinho completa a voz.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Das Batidas Cardíacas
"As pernas cruzadas se confundem, resumia cada assunto que se encontrava no peito dela”.
Um ritmo íntimo e forte aliado à desculpa de ouvir as batidas cardíacas da boca. Valia o risco do pulmão inflado, as mãos e as facas, apenas querendo colar os ouvidos no peito e sentir pulsar o som mudo da essência do perfume de seus cabelos.
Confunde os números tolos alternados ao sorteio de contar as batidas de um minuto, de zero a cento e cinquenta só para voltar a recontar e pendurar meus olhos pálidos na moldura de mais um poema para lhe dedicar.
E você sabe o que há dentro da minha boca quando nossas línguas aceleram as batidas mútuas de um só peito.
Eu lancei minha voz em seus ouvidos desejando ser estúpida e conflitar em teus abismos sem palavras. Talvez a minha voz sussurrasse que te adora baixinho enquanto a minha mão afagasse teus cabelos como quem afaga notas musicais.
A verdade é que janeiro nunca esteve tão tomado pela liberdade que cola nos ombros.
E eu quis que você amadurecesse enquanto vejo o que seus olhos não alcançam, mas tua imaturidade são fogos de artifício que penetram e me fazem ter medo de que um dia você cresça muito, talvez, a permissão de nossa felicidade recuasse no instante em que você crescesse acima dos meus restos de ingenuidade.
E por algum motivo que já nem sei, preservo os sinos dos teus pés infantis e faço parte das tuas cirandas, beijando-lhe o rosto, a testa e fazendo de minhas unhas enredo para participar de tuas traquinagens.
Por vezes, o teu silencio me atinge a nuca e me queima as mãos, mas daí, teus olhos me dão o caminho de tua íris e eu leio frases completas antes de cada piscar e conseguimos juntas compartilhar batidas cardíacas inteiras assim como aquelas músicas que pensamos ter sido escritas para nós. Abro todas elas como quem abre antigas prisões.
E é quando leio tuas batidas que perco o medo de nossos acusadores atrofiados.
Confirmo todos os dias que é na morada dos olhos que teu corpo fervilha.
Um ritmo íntimo e forte aliado à desculpa de ouvir as batidas cardíacas da boca. Valia o risco do pulmão inflado, as mãos e as facas, apenas querendo colar os ouvidos no peito e sentir pulsar o som mudo da essência do perfume de seus cabelos.
Confunde os números tolos alternados ao sorteio de contar as batidas de um minuto, de zero a cento e cinquenta só para voltar a recontar e pendurar meus olhos pálidos na moldura de mais um poema para lhe dedicar.
E você sabe o que há dentro da minha boca quando nossas línguas aceleram as batidas mútuas de um só peito.
Eu lancei minha voz em seus ouvidos desejando ser estúpida e conflitar em teus abismos sem palavras. Talvez a minha voz sussurrasse que te adora baixinho enquanto a minha mão afagasse teus cabelos como quem afaga notas musicais.
A verdade é que janeiro nunca esteve tão tomado pela liberdade que cola nos ombros.
E eu quis que você amadurecesse enquanto vejo o que seus olhos não alcançam, mas tua imaturidade são fogos de artifício que penetram e me fazem ter medo de que um dia você cresça muito, talvez, a permissão de nossa felicidade recuasse no instante em que você crescesse acima dos meus restos de ingenuidade.
E por algum motivo que já nem sei, preservo os sinos dos teus pés infantis e faço parte das tuas cirandas, beijando-lhe o rosto, a testa e fazendo de minhas unhas enredo para participar de tuas traquinagens.
Por vezes, o teu silencio me atinge a nuca e me queima as mãos, mas daí, teus olhos me dão o caminho de tua íris e eu leio frases completas antes de cada piscar e conseguimos juntas compartilhar batidas cardíacas inteiras assim como aquelas músicas que pensamos ter sido escritas para nós. Abro todas elas como quem abre antigas prisões.
E é quando leio tuas batidas que perco o medo de nossos acusadores atrofiados.
Confirmo todos os dias que é na morada dos olhos que teu corpo fervilha.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Absurdo Pagão
Tenho enfraquecido o silencio. Já você, é dona de um calor que sopra minha saudade e abana esta minha solidão.
Há dias, carrego pelo corpo o tamanho desta doença que agora tem suor frio. Desculpo-me dos beijos e dessa consciência de não poder querer aquietar-me na transparência de quem se quer.
Pensei ter superado o desejo destas flores de um inferno que nem sei. Mas este peito sempre foi livre de preconceitos e rótulos dispensáveis a cada vez em que você me beija.
Nem Pai, filho ou espírito santo poderia julgar aquele beijo, não havia pecado.
Fomos consumidas por nossas bocas que não sabiam estar longe e até o próprio Deus saberia nos entender tamanha vontade de que nosso pecado fosse perdoado.
Não tive medo de nos verem e nos julgarem. Tive medo do teu rosto mudar a expressão e de que em algum momento onde eu piscasse os olhos você se preparasse pra sumir.
Ainda não consigo entender o porque me desculpo se em cada traço dos seus olhos existe uma ordem natural das coisas que não sei de onde veio e pra onde irá.
Apenas marquei teus pontos fracos, gravei teus detalhes sórdidos, o movimento da tua boca falando coisas banais, e do teu corpo pressionando delicadamente o meu quando quer fazer amor, o cheiro dos teus cabelos que talvez eu nunca tenha conhecido, as mãos com as unhas vermelhas de um sangue iluminado, o teu carinho absurdo pagão.
De tudo que mora em você gostaria que me abraçasse por todos os caminhos e talvez um dia que, falássemos que nosso carinho não é exigência, é uma necessidade interminável de espetar nossa liberdade.
Quando carícias encontram dois corpos nos perguntamos da veracidade de qualquer doença e constatamos que a doença está em não saber o tamanho do mundo de movimentos frágeis e calados.
Há dias, carrego pelo corpo o tamanho desta doença que agora tem suor frio. Desculpo-me dos beijos e dessa consciência de não poder querer aquietar-me na transparência de quem se quer.
Pensei ter superado o desejo destas flores de um inferno que nem sei. Mas este peito sempre foi livre de preconceitos e rótulos dispensáveis a cada vez em que você me beija.
Nem Pai, filho ou espírito santo poderia julgar aquele beijo, não havia pecado.
Fomos consumidas por nossas bocas que não sabiam estar longe e até o próprio Deus saberia nos entender tamanha vontade de que nosso pecado fosse perdoado.
Não tive medo de nos verem e nos julgarem. Tive medo do teu rosto mudar a expressão e de que em algum momento onde eu piscasse os olhos você se preparasse pra sumir.
Ainda não consigo entender o porque me desculpo se em cada traço dos seus olhos existe uma ordem natural das coisas que não sei de onde veio e pra onde irá.
Apenas marquei teus pontos fracos, gravei teus detalhes sórdidos, o movimento da tua boca falando coisas banais, e do teu corpo pressionando delicadamente o meu quando quer fazer amor, o cheiro dos teus cabelos que talvez eu nunca tenha conhecido, as mãos com as unhas vermelhas de um sangue iluminado, o teu carinho absurdo pagão.
De tudo que mora em você gostaria que me abraçasse por todos os caminhos e talvez um dia que, falássemos que nosso carinho não é exigência, é uma necessidade interminável de espetar nossa liberdade.
Quando carícias encontram dois corpos nos perguntamos da veracidade de qualquer doença e constatamos que a doença está em não saber o tamanho do mundo de movimentos frágeis e calados.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Impermeáveis
Mofo. Deixando somente a raiz mais firme. O único instante do qual nada penso. Desbotando memórias em um vazio condicionado. Exercício de desvencilhar o passado. Fico olhando os pedaços visíveis e me sinto uma estranha em suas novas linhas, nem me encontro nelas ou te reconheço nos versos.
Seria uma linguagem pra eu achar meu caminho de volta? Porque eu já não sei estar desprovida desta frieza que percorre meus olhos enquanto te leio. As retinas ali, paradas em grandes proporções de silencio.
E nós dois que éramos feitos de presença passamos a morar dentro do invisível. Na superfície banal do que ficou pra acontecer. Sem tato ou máximos sofrimentos.
De tempos em tempos, esqueço as dúvidas dos passos que nos trouxeram até aqui só pra constatar que ainda consigo compor uma poesia com aquele mesmo amor-vício.
Mas de tudo que leio hoje, e das notícias que recebo sobre você constato também nossa grande miséria dentro do labirinto de nossos ombros.
Hoje, este meu semblante vazio confirma que nós dois éramos poesias impermeáveis.
Seria uma linguagem pra eu achar meu caminho de volta? Porque eu já não sei estar desprovida desta frieza que percorre meus olhos enquanto te leio. As retinas ali, paradas em grandes proporções de silencio.
E nós dois que éramos feitos de presença passamos a morar dentro do invisível. Na superfície banal do que ficou pra acontecer. Sem tato ou máximos sofrimentos.
De tempos em tempos, esqueço as dúvidas dos passos que nos trouxeram até aqui só pra constatar que ainda consigo compor uma poesia com aquele mesmo amor-vício.
Mas de tudo que leio hoje, e das notícias que recebo sobre você constato também nossa grande miséria dentro do labirinto de nossos ombros.
Hoje, este meu semblante vazio confirma que nós dois éramos poesias impermeáveis.
domingo, 11 de outubro de 2009
O Vício
Inventava seu rosto na voz. E pelo medo de cair, veio o calor corajosamente guardado no bolso. E então, saio de trás da minha incoerencia e da raiva presente à tona em alguns momentos para te amar mais uma vez. Amar você aqui, quietinha, involuntariamente e sem motivos. Dar ao corpo o devido peso da sua falta. Arrancar da cama, todos os dias, a saudade de conceber com o vício. Nossa falta de começo, de meio e de fim. Os leves pedaços dispersos nas letras, poemas e planos em cima de nossa contraditória inexistência. E eu revivo você congelando sua presença em uma fração da emoção a qual não me permito dizer. Aí, me cobro nesses instantes, até da distância que me fazia te enxergar do outro lado da sala, quando nem pulmões, mãos, receios e pernas eram capazes de me negar velar teu corpo todas às noites. E a saudade mostrando-se sempre mais poderosa do que minhas teorias e minha postura meio madura.
Hoje, não recolho minhas saudades, permaneço estática, parando o tempo, me aconchegando em nossas trocas de palavras para te amar mais uma vez. Amar com o inconformismo de quem não possui as rédeas da própria vontade. Amar de novo. "Amar você aqui, quietinha e involuntariamente." Amar sua ingenuidade cabivel na paixão. Amar sua insegurança misturada ao zelo de quem se quer bem. Amar sua ansiedade e o talento para transformá-la em arte. Amar seus carinhos e os trejeitos sacanas nas madrugadas. Amar sua entrega sempre maior do que a minha. Amar só pelo tempo em que duram estas letras e frases, sem arrependimentos ou fugas. Consumindo você da ponta da língua aos meus pés covardes. Burlando minhas regras pretendidas para deitar ao teu lado novamente.
Até aqui, cada palavra nossa sendo ou não em vão, teve uma carga essencial, preencheu muito além de textos e inspirações poéticas. Formou toda uma filosofia expandida em mim sempre que me permito te amar mais uma vez.
Hoje, não recolho minhas saudades, permaneço estática, parando o tempo, me aconchegando em nossas trocas de palavras para te amar mais uma vez. Amar com o inconformismo de quem não possui as rédeas da própria vontade. Amar de novo. "Amar você aqui, quietinha e involuntariamente." Amar sua ingenuidade cabivel na paixão. Amar sua insegurança misturada ao zelo de quem se quer bem. Amar sua ansiedade e o talento para transformá-la em arte. Amar seus carinhos e os trejeitos sacanas nas madrugadas. Amar sua entrega sempre maior do que a minha. Amar só pelo tempo em que duram estas letras e frases, sem arrependimentos ou fugas. Consumindo você da ponta da língua aos meus pés covardes. Burlando minhas regras pretendidas para deitar ao teu lado novamente.
Até aqui, cada palavra nossa sendo ou não em vão, teve uma carga essencial, preencheu muito além de textos e inspirações poéticas. Formou toda uma filosofia expandida em mim sempre que me permito te amar mais uma vez.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Frágil e Permanente
E você toca o meu rosto enquanto digo o que desejo nas entrelinhas do teu corpo e suor. E assim, a gente vê nos quatro cantos deste quarto, paredes imensas e finas. Apenas aguardando a consumação de mais esta nossa ilusão tardia no meio da manhã.
No quarto ao lado, apenas o cheiro de um barulho atravessado, e aqui no nosso, o perfume atropelado de pecados e ternura. Eu sorria pra nós e repetia o que mais causava prazer: “Diante de nossa música e poesia, nenhum de nossos pensamentos soa vulgar”.Só pra ouvir você sorrir de canto e dizer: “Quando fazemos amor, tudo se cala de forma frágil e permanente”.
E nada se acaba quando erguemos ruas e desbravamos nossas próprias possibilidades de caminhos. Vamos em coro travando nossos versos sem noção até a calçada do próximo beijo. E neste rumo, já nem sei o que dizer quando te olho e me reconheço. O intuito é sempre o de criar nossa própria realidade alternativa dentro da boca.
Mergulho em uma alegria gratuita só pra depois recomeçar a andar.
No quarto ao lado, apenas o cheiro de um barulho atravessado, e aqui no nosso, o perfume atropelado de pecados e ternura. Eu sorria pra nós e repetia o que mais causava prazer: “Diante de nossa música e poesia, nenhum de nossos pensamentos soa vulgar”.Só pra ouvir você sorrir de canto e dizer: “Quando fazemos amor, tudo se cala de forma frágil e permanente”.
E nada se acaba quando erguemos ruas e desbravamos nossas próprias possibilidades de caminhos. Vamos em coro travando nossos versos sem noção até a calçada do próximo beijo. E neste rumo, já nem sei o que dizer quando te olho e me reconheço. O intuito é sempre o de criar nossa própria realidade alternativa dentro da boca.
Mergulho em uma alegria gratuita só pra depois recomeçar a andar.
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